Com o golpe militar, foi suspendida a Constituição de 1946. Só para salientar, esta última fora elaborada por pessoas de nível cultural notável, e considerada avançada para a época... já a constituição de 1967 - que, fora outorgada, diga-se de passagem - volta às origens medievais de opressão e truculência...
A Constituição de 1946 contava com juristas, sociólogos, historiadores e outros intelectuais, de Minas, Bahia, Pernambuco e Maranhão - entre outros. Já a constituição de 1967, fora elaborada por militares, ou melhor, o poder EXECUTIVO, aquele que executava...
... e executou. Muita gente.
domingo, 18 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Acerca da gravidez
A mulher mudou completamente sua postura acerca da maternidade. Ter filhos é considerado, muitas vezes como um entrave à existência.
Entretanto, ao gestar um filho, aos poucos nasce a mãe que estava dentro. Ao mesmo tempo em que o corpo da mulher se adapta para acomodar o bebê, a sua vida também ganha espaço para ele. E digo "ganha", porque a mulher nada perde ao ser mãe, ainda que algumas mulheres pensem assim. A sua vida, ganha espaço, pois além de ser alguém, ela cuida de outro. Ela não deixa de ser para ser para o outro. Isso é arcaico, é ser mãe ao contrário.
Seu filho, aos poucos, nasce dentro dela, como um amor incondicional. Mesmo naquelas que, no primeiro momento rejeitaram a ideia de ser mãe, o amor vem, naturalmente.
Alguns dirão que é instinto, fazendo sempre uma leitura cientificista da coisa, mas não é para eles que estou escrevendo isso. O que significa tudo isso não é explicável única e exclusivamente pela ciência. É única e exclusivamente subjetivo.
E claro, haverá aquelas em que nada do escrito acima importa... Aí é um problema intelectual, e não com a maternidade em si. Somente aquela mulher ignorante o suficiente permanecerá obtusa desta maneira diante da maternidade. Para existir uma mãe de verdade, precisa haver na mulher a capacidade de abstração, de entendimento que não se encontra nos livros. Os livros são sim as portas para isso, mas essa capacidade é da mulher, enquanto ser pensante. Caso contrário, a maternidade torna-se um fardo mesmo.
Entretanto, ao gestar um filho, aos poucos nasce a mãe que estava dentro. Ao mesmo tempo em que o corpo da mulher se adapta para acomodar o bebê, a sua vida também ganha espaço para ele. E digo "ganha", porque a mulher nada perde ao ser mãe, ainda que algumas mulheres pensem assim. A sua vida, ganha espaço, pois além de ser alguém, ela cuida de outro. Ela não deixa de ser para ser para o outro. Isso é arcaico, é ser mãe ao contrário.
Seu filho, aos poucos, nasce dentro dela, como um amor incondicional. Mesmo naquelas que, no primeiro momento rejeitaram a ideia de ser mãe, o amor vem, naturalmente.
Alguns dirão que é instinto, fazendo sempre uma leitura cientificista da coisa, mas não é para eles que estou escrevendo isso. O que significa tudo isso não é explicável única e exclusivamente pela ciência. É única e exclusivamente subjetivo.
E claro, haverá aquelas em que nada do escrito acima importa... Aí é um problema intelectual, e não com a maternidade em si. Somente aquela mulher ignorante o suficiente permanecerá obtusa desta maneira diante da maternidade. Para existir uma mãe de verdade, precisa haver na mulher a capacidade de abstração, de entendimento que não se encontra nos livros. Os livros são sim as portas para isso, mas essa capacidade é da mulher, enquanto ser pensante. Caso contrário, a maternidade torna-se um fardo mesmo.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O drama do artista
Nasce como um relâmpago,
sente todo o turbilhão de emoções
que para os comuns são chamados sentimentos...
Vive correndo, com pressa
do tempo passar e ele ficar
no ar, como bolha de sabão.
E se explodir antes do tempo?
O mundo não o compreende,
e tenta Ser, no meio de tantos
que creem que somente o ser basta.
Morre com pressa, precoce,
deixando o povo boquiaberto de repente...
E mesmo assim, não o compreendem...
Assiste desiludido o que tentou fazer,
passar, falar
e nada do que venham fazer traduzirá o que sentiu...
É triste ser artista.
Ser artista é viver na incompreensão.
sente todo o turbilhão de emoções
que para os comuns são chamados sentimentos...
Vive correndo, com pressa
do tempo passar e ele ficar
no ar, como bolha de sabão.
E se explodir antes do tempo?
O mundo não o compreende,
e tenta Ser, no meio de tantos
que creem que somente o ser basta.
Morre com pressa, precoce,
deixando o povo boquiaberto de repente...
E mesmo assim, não o compreendem...
Assiste desiludido o que tentou fazer,
passar, falar
e nada do que venham fazer traduzirá o que sentiu...
É triste ser artista.
Ser artista é viver na incompreensão.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Seguindo em frente - sem machismo
Quero destinar essa postagem àquelas mulheres que se sentem subjugadas aos seus respectivos "machos", e que são tratadas como objetos por parte desses machistas descerebrados.
Você mulher, não precisa mais disso... olhe para você e saiba que muitas mulheres foram abafadas por causa desse machismo incorrigível que está incrustado na sociedade.
Muitas pensadoras, intelectuais foram menosprezadas e levadas ao ostracismo por causa desse monopólio peniano, que ainda esses seres se acham no direito de exercer.
Creio que quase todas as mulheres, inocentemente, tenham sido lesadas por um desses indivíduos, que pensam que somos coisas...
... não digo isso como um manifesto anti-homem, mas sim anti-machismo, até porque existem mulheres machistas, que exibem esse falso troféu com orgulho, o que é assustador. Esse machismo alimenta o falso direito que esses "caras" acham que tem de poder bater em suas esposas. E digo isso com propriedade de quem sofreu, recentemente, agressão por parte de seu ex-cônjuge, que para mim, além de ex-cônjuge, é também considerado ex-ser humano.
Não se submetam a essa cultura coisificante, que está sendo consumida com força por boa parte da população. Se você ler com atenção as letras dessas pseudo-musicas, entenderá que o recado é simples, direto e mascarado por batidas medíocres, rítmo dançante de péssima qualidade, que mascara a mensagem vulgar por ser bem aceita nessas festinhas...
... isso me envergonha, pois sei que a maioria das pessoas que ouvem isso são do sexo feminino...
"Ah se eu te pego, ah, ah se eu te pego..." - ouço das bocas infames de adolescentes mal informadas, que tratam esse tipo de música como hinos da mulher boa e desejada... só não sabem para somente o que são desejadas...
Tanto em relação ao dito acima, quanto à opressão sofrida em seus lares, relacionamentos, enfim, não deixem que isso subjugue mais ainda você, mulher.
Abraço.
Você mulher, não precisa mais disso... olhe para você e saiba que muitas mulheres foram abafadas por causa desse machismo incorrigível que está incrustado na sociedade.
Muitas pensadoras, intelectuais foram menosprezadas e levadas ao ostracismo por causa desse monopólio peniano, que ainda esses seres se acham no direito de exercer.
Creio que quase todas as mulheres, inocentemente, tenham sido lesadas por um desses indivíduos, que pensam que somos coisas...
... não digo isso como um manifesto anti-homem, mas sim anti-machismo, até porque existem mulheres machistas, que exibem esse falso troféu com orgulho, o que é assustador. Esse machismo alimenta o falso direito que esses "caras" acham que tem de poder bater em suas esposas. E digo isso com propriedade de quem sofreu, recentemente, agressão por parte de seu ex-cônjuge, que para mim, além de ex-cônjuge, é também considerado ex-ser humano.
Não se submetam a essa cultura coisificante, que está sendo consumida com força por boa parte da população. Se você ler com atenção as letras dessas pseudo-musicas, entenderá que o recado é simples, direto e mascarado por batidas medíocres, rítmo dançante de péssima qualidade, que mascara a mensagem vulgar por ser bem aceita nessas festinhas...
... isso me envergonha, pois sei que a maioria das pessoas que ouvem isso são do sexo feminino...
"Ah se eu te pego, ah, ah se eu te pego..." - ouço das bocas infames de adolescentes mal informadas, que tratam esse tipo de música como hinos da mulher boa e desejada... só não sabem para somente o que são desejadas...
Tanto em relação ao dito acima, quanto à opressão sofrida em seus lares, relacionamentos, enfim, não deixem que isso subjugue mais ainda você, mulher.
Abraço.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Nova era
A mulher passa por várias etapas em sua vida, e em todas elas descobre coisas novas. Não são descobertas que somente passam por ela, mas que traçam na vida feminina marcas irredutíveis. E a mulher precisa aprender a viver com essas marcas. Desde a descoberta de sua sexualidade, até a fase mais madura, estamos envolvidas por emoções que não importa por qual motivo biológico é realizado; elas existem e tornam a mulher esse ser uno.
A gravidez é algo que transforma a sua existência. Ela não é somente uma mulher, ela é agora, mãe - efetivamente, pois pessoalmente creio que instinto materno possuem todas as mulheres, mesmo que não sejam mães... ainda que possa ir de encontro a algumas opiniões. Para toda a vida carregará consigo essa marca, e essa experiência introduz características que antes não possuía em sua personalidade - deixo de lado as mudanças físicas que para mim não devem ser tratadas com tanto apreço. O ser que carrega adapta-se perfeitamente ao seu corpo, e este ser comunica-se com ela desde a concepção - o que não trata-se de superstição. Pode ser para aqueles que não passaram por isso.
Escrevi isso com o intuito de colocar um pouco para fora o que estou sentindo, grávida de 19 semanas e 1 dia. Sou uma mãe que não optou, mas que por força das circunstâncias espera seu bebê sozinha; produção independente.
- Ah, você é "mãe solteira"... dizem os mais ignorantes. Infelizmente para estes a concepção machista da mulher ainda persiste em seus mundinhos obtusos. Será que o fato de ser solteira denigre a maternidade? Ou o fato de ser mãe denigre o estado civil? Isso não me importa saber, ainda que indague.
Se me perguntarem como me sinto hoje, posso dizer duas palavras: "Muito bem". Em todos os aspectos, sinto-me bem. E a pergunta: "É fácil ser mãe?", tem uma resposta objetiva: Não. Não é fácil, mas isso não importa mais. Agora o que importa é o verbo na primeira pessoa do singular: Eu sou. Só isso.
A gravidez é algo que transforma a sua existência. Ela não é somente uma mulher, ela é agora, mãe - efetivamente, pois pessoalmente creio que instinto materno possuem todas as mulheres, mesmo que não sejam mães... ainda que possa ir de encontro a algumas opiniões. Para toda a vida carregará consigo essa marca, e essa experiência introduz características que antes não possuía em sua personalidade - deixo de lado as mudanças físicas que para mim não devem ser tratadas com tanto apreço. O ser que carrega adapta-se perfeitamente ao seu corpo, e este ser comunica-se com ela desde a concepção - o que não trata-se de superstição. Pode ser para aqueles que não passaram por isso.
Escrevi isso com o intuito de colocar um pouco para fora o que estou sentindo, grávida de 19 semanas e 1 dia. Sou uma mãe que não optou, mas que por força das circunstâncias espera seu bebê sozinha; produção independente.
- Ah, você é "mãe solteira"... dizem os mais ignorantes. Infelizmente para estes a concepção machista da mulher ainda persiste em seus mundinhos obtusos. Será que o fato de ser solteira denigre a maternidade? Ou o fato de ser mãe denigre o estado civil? Isso não me importa saber, ainda que indague.
Se me perguntarem como me sinto hoje, posso dizer duas palavras: "Muito bem". Em todos os aspectos, sinto-me bem. E a pergunta: "É fácil ser mãe?", tem uma resposta objetiva: Não. Não é fácil, mas isso não importa mais. Agora o que importa é o verbo na primeira pessoa do singular: Eu sou. Só isso.
sábado, 30 de julho de 2011
Dormindo com o Inimigo
- Oi, tudo bem?
- Tudo. E você?
- Vou bem.
... e vocês tornam-se amigos.
... e ele a faz sentir-se única. Ele se apaixona por você.
E a ilude com palavras belas, e a faz sentir-se mágna, e a faz sentir-se plena.
Até que consegue o que tanto queria, que seria você plena, toda.
E você descobre que ele precisa de ajuda,
E você descobre que ele é uma ameaça.
E ele a agride,
física,
moral,
sentimental,
verbalmente.
O que sobra?
Um bebê.
- Tudo. E você?
- Vou bem.
... e vocês tornam-se amigos.
... e ele a faz sentir-se única. Ele se apaixona por você.
E a ilude com palavras belas, e a faz sentir-se mágna, e a faz sentir-se plena.
Até que consegue o que tanto queria, que seria você plena, toda.
E você descobre que ele precisa de ajuda,
E você descobre que ele é uma ameaça.
E ele a agride,
física,
moral,
sentimental,
verbalmente.
O que sobra?
Um bebê.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Indagações para a Vida
Vida
Totalmente insana, desvairada e louca
Vida
Será que ainda estamos vivendo?
A vida?
Ou levando?
Ou sendo levados pela vida?
Passamos por ela, ou ela é quem passa por nós?
A vida?
Que nos pega de jeito, e transforma os mais convictos naquilo que eram contra
Agora, a vida nos deu o troco.
A vida nos mostrou o seu rosto.
E agora, Vida?
O que fará por nós?
Por mim?
O que nos dará de novo?
Ou de velho?
O que nos fará ver?
O que nos convencerá ser?
O que será feito de nós?
O que poderemos fazer?
Tantas perguntas, e nenhuma resposta, Vida?
Qual é a sua?
A sua é a nossa.
A nossa é ser sua.
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