quarta-feira, 26 de maio de 2010

Eu Acredito no Vazio

Eu acredito no vazio. Isso poderia soar como algo completamente irrelevante, porém duvido se você, meu querido e estimado leitor, nunca se deparou com o vazio ao se colocar diante de uma folha em branco do seu Word – quando nada vem à cabeça para que esta folha em branco deixe de sê-la.
Isto me ocorreu agora, pois que estou escrevendo justamente sobre aquilo que me impossibilitou de escrever qualquer coisa. Se Descartes estivesse aqui comigo, diria que este vazio é impossível. Se “penso, logo existo”, não poderia existir mediante este vazio mental que acabou de me ocorrer. Ou então, a cada intervalo de pensamentos e vazios acerca de alguma coisa, poderia desaparecer e surgir novamente, como um pisca-pisca.
Entretanto, o vazio é algo totalmente improdutivo... estou aqui, sem idéia nenhuma para atualizar meu querido e estimado blog, e então decido escrever sobre a própria ausência de idéias. Acabo então, ao final deste magro texto, chegando a conclusão nenhuma, assim como o tema desta breve narrativa.

(Depois disso tudo, acredito no vazio ainda mais!).

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Da Origem das Idéias

"O pensamento mais vivo é sempre inferior à sensação mais embaçada".

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O vazio, o sentido, a morte.

Nós estamos acostumados a negar o vazio. Às vezes nem nos damos conta do vazio, passamos por ele, ou estamos com ele e não o enchergamos. Estamos envolvidos por uma camada de ilusão, que não deixa enchergar o vazio cosntantemente. Há pessoas que simplesmente ignoram o vazio por acreditarem tão piamente nesta camada ilusória que se chama cotidiano.
O vazio é aquele oco que se encontra conosco e nos abraça, nos aperta e nos enche de nada. O nada não existe? Sim, pode ser que não exista fisicamente, porém todos sabem quando o nada se instala em sua vida. O nada é expressivo, o vazio é pleno de algo que não se sabe explicar; é o que desmotiva o indivíduo na sua eterna luta rumo ao sentido disso tudo - se é que existe algum sentido. Quando o indivíduo se dá conta do vazio, ele simplesmente sente-se perdido, tudo o que antes tinha sentido passa a não ter. O que antes o motivava para continuar vivendo, agora perdeu todo o brilho, a importância. O nada é perigoso para a sobrevivência do indivíduo.
 A vida é um oceano sem norte. O sentido é a falsa sensação da existência de norte, ou será que o norte realmente existe? O sentido é a venda colocada nos olhos do indivíduo, para que ele não enchergue o mundo como ele realmente é, mas sempre com uma máscara de beleza, de fluidez. A morte chega quando o indivíduo, já sem as vendas do sentido, não suporta mais viver no vazio.

O vazio é perigoso.

domingo, 2 de maio de 2010

Eu queria ter um lança chamas...

Todos os dias eu agradeço a Zeus, Deus, Jesus, Obama, Satan, enfim, qualquer uma dessas figuras (ou nenhuma delas, dá na mesma) por não possuir porte de arma ou um lança chamas, pois se possuísse colocaria todas as torturas que elaboro a priori em prática.

Acabei de ler algo que fez minhas entranhas revirarem... e infelizmente não poderei usar meu lança chamas metafísico para queimar o autor das fezes verbais, em uma fogueira bem bonita, com muito fogo!!! Ou também não poderei, com um tiro certeiro, livrar o mundo todo desse energúmeno, que com certeza não teria sido colocado no mundo se sua progenitora tivesse um prospecto de como seria o seu adorado filho - até ela mesma gostaria de possuir um lança chamas.

Você, amigo leitor, pode achar que posso estar exagerando, sendo muito cruel, com muito ódio no coração mas não, estou somente explanando aqui minha indignação com uma pessoa determinada... não citarei nomes, evidentemente, mas que gostaria mesmo de ter um lança chamas, ah como gostaria!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

PÊNIS JÁ!

Pênis Já é para você que reivindica o troféu fálico do poder de tanto exercer o papel masculino: no setor amoroso, quando alguém tem que dar a cara a tapa, as mulheres estão fazendo este serviço que antes era uma prioridade masculina. E os homens, estão esperando na torre, com suas tranças de Rapunzel, o Príncipe Encantado para salvá-los e dar-lhes aquele beijo de conto de fada...

... que singelo!

Porntanto, reivindiquemos o Pênis, pois estamos aptas teóricamente para este papel masculino!

Pênis Já!

sábado, 24 de abril de 2010

Segura na mão do Véio!

Ribanceira abaixo define muito bem minha experiência etílica. Comecei a noite pegando na mão do Véio - o barreiro - pensando que ele não me abandonaria; doce ilusão. O Véio, ainda que companheiro, às vezes nos coloca em situações e estados de consciência que ultrapassam os limites humanos. É a primeira escorregada na banana e a ribanceira você já não desce mais andando; desce rolando, caindo, gaguejando, vomitando.

Sim, dormi de bêbada. Dormi um sono pesado de quem esgotou todas as forças e se quer consegui acordar com os chamados de meus amigos. Os amigos, inclusive, são indispensáveis nessas horas de descontrole – quando o Veio já soltou de sua mão há algum tempo, e ainda deu um empurrãozinho, só para sacanear.

Depois desse empurrão amigo, vem outro companheiro. Este recebe nomes variados, uma vez que depende da sonoridade com que cada um se identifica. Ele pode ser o Raul, Hugo, Juca, João, José, Jesus, enfim. Chamei todos eles e ainda uma galera.

Se eu lembro de tudo o que ocorreu ontem? Não. Mas o Veio, amigo do peito, veio me contando na viagem, por flashes, os ocorridos. Ele nunca conta tudo! O Veio não fará um resumo detalhado do percurso, contanto tim-tim por tim-tim. Sempre por partes, como relâmpagos, as reminiscências dão o ar de sua graça, e junto com elas o rosto sorridente do Veio. Nessa hora, confesso que tive um ímpeto de assassinar esse Veio pilantra!

Você, amigo leitor, deve estar se perguntando: “Qual a importância desta narrativa”? , ou ainda: “Tá, e daí”? Pode ser que isso realmente não venha lhe acrescentar nada erudito, fino ou intelectual – e caso tenha se sentido frustrado, vou lhe dar um conselho: Amigo, segura na mão do Veio!

terça-feira, 23 de março de 2010

Como é difícil!

Como é difícil viver! Se soubesse antes de embarcar no oceano da vida, todas as suas dificuldades e fardos, teria pulado no mar e morrido afogada.

Os tripulantes desta nau imensa - que é o mundo - são complicados. Existe uma conduta correta para agir com eles, existe uma linguagem específica, uma máscara. Mesmo que você não queira usá-la, eles o obrigam, pois é somente assim que podem conceber o mundo ao seu redor, as pessoas, os relacionamentos.

Você precisa ser agradável, sociável, amável, e mesmo que não consiga, você deve mesmo assim, a despeito de todos os sacrifícios, ser hipócrita. Você precisa ser correto, mesmo que esconda toda a sua sujeira debaixo do tapete da consciência. Você precisa ter dinheiro, pois só ele vale alguma coisa neste mundo.

Não seja verdadeiro. A verdade dói, e ninguém gosta de sofrer com a verdade; preferem as carícias doces da mentira ao tapa ardido, ao balde de água fria, ao soco no estômago.

Ainda continuo tripulante dessa nau maluca, cheia de excentricidades e estandartes. Farei diferente, não me jogarei no mar. Prefiro continuar à bordo para ver até onde vai, qual será o seu último porto. Ou se todos morrerão num naufrágio.