quinta-feira, 24 de julho de 2008

O sentido da vida

O sentido da vida. O que você acha que faz a sua vida ter sentido? Qualquer coisa, o que faz a sua vida ter razão?

Carro novo, roupas, dinheiro, realização profissional? Filhos? Enfim, existem várias coisas que podem fazer com que sua vida tenha sentido, mas será que é preciso isso? Será que é preciso algo para que sua vida tenha sentido, ou o que dá sentido para a sua vida está em você?

Uma pessoa com dinheiro, com um emprego em que ela se sinta realizada, que tenha filhos; isso tudo são acessórios nos quais as pessoas se escondem para estarem aparentemente bem. Para que as pessoas vejam o quanto são bem aventuradas...

... De nada isso adianta. O que dá verdadeiramente sentido para a vida de qualquer um é sua personalidade, seus ideais, seus valores - sejam eles quais forem. Se se é vazio, de nada adianta os acessórios morais que se usam as pessoas.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Eu quero viver...

Deixem-me em paz seres obtusos!!!

Deixem-me respirar a vida, viver.

Quero ter o direito de errar, experimentar o proibido para pelo menos saber que gosto tem.

Quero liberdade, só um pouco de liberdade - se é que ela realmente existe - para respirar um pouco.

Quero ter o direito de ficar sozinha, de estar sozinha, de botar a cara no mundo e tropeçar quantas vezes forem preciso!

Chega desse cabresto! Abram os olhos! Não sou uma desmiolada, inconseqüente e sem ideais!

Confiem em mim! Fechem os olhos e depositem um pouco de confiança.

Não quero ir embora, mas estão me forçando a fazê-lo! Não quero ter que ir embora, então me escutem!

Não quero abaixar a cabeça para vocês, mas isso não significa que não os respeite.

Minha opinião já está formada, então não gastem seu latim comigo à toa.

Eu só quero viver.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Oh Capital!

Oh Capital, como domina o mundo, as pessoas, as ações.

Oh Capital, como controla, manipula e destrói o caráter dos dominados.

Não deixe que o Capital o domine. Não se deixe banalizar.

Não deixemos cair nas garras desse senhor impiedoso.

Não se torne capacho, um fantoche, uma marionete. Não passe por cima dos outros, não deixe que os
interesses alheios sejam subjugados.

Somos melhores do que isso, superiores às mesquinharias. Superiores à míseros dois reais.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Eu não quero ser Normal!!!!

Estou cansada...
Cansada de viver nesse mundo fedido, onde tudo está subentendido em segundas intenções.

Estou cansada de ter que parecer o que não sou para agradar, para conseguir ser reconhecida como ser humano.

Estou cansada dessa mediocridade, onde todos se contentam com pouco, com coisas banais e fúteis, e não se preocupam com o próximo.

Estou cansada de ser tachada de maluca por pessoas "normais".

Aliás, eu adoro ser essa maluca. Nunca deixarei de ser.

Não me enquadrarei nos seus padrões!!!!!

Não deixarei de ser EU MESMA nunca! Não quero ser normal... ou anormal, porque para mim, anormal é freqüentar postos de gasolina no domingo à tarde, encostar a bunda no carro e ouvir uns Tecno-pop fajuto.

Anormal é tomar sol do meio-dia para ficar bronzeada, para depois você perceber que no terceiro dia já está branca de novo.

Anormal não é ler revistas de moda, mas sim viver em função disso, deixando de ter personalidade até na hora de se vestir. É se deixar uniformizar.

E para finalizar, anormal é reprimir uma manifestação cultural voltada para os jovens, e gastar dinheiro com praças inúteis, com guardinhas ridículos que só servem para carregar cacetetes e NOS olhar torto - quando poderiam voltar sua atenção para um grupo de playboys que estavam fumando maconha ao ar livre (nada contra quem use maconha mas, eram três horas da tarde!!! Cadê o bom senso?).

Pois bem, se mais um ser desprovido de massa cefálica (adoro essa expressão) me chamar de "Anormal", sinceramente, darei uma boa risada na cara do cidadão.

E tenho dito.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Manual da Boa Convivência

Conviver é uma arte que poucos dominam. Poucos sabem as regras do bem conviver, do bom relacionamento. A boa convivência não é somente a ausência de discussões, mas o respeito das diferenças.

Não somos todos iguais, temos idéias diferentes, gostos, pensamentos, e nem por isso não deixaremos de conviver com as outras pessoas. Todas essas diferenças não podem simplesmente ser ignoradas. Temos que compreender, respeitar. Erroneamente as diferenças são oprimidas, como se todos devessem ser iguais, como robôs uniformizados e sem vontade própria.

A família, na maioria das vezes oprime as diferenças. Pensam que educar é castrar, prender como se seus filhos fossem sua propriedade. Entendem mal a concepção de convivência, assim marginalizando as vontades, idéias e pensamentos dos seus filhos como se não interessasse. Não incentivam a originalidade.

A c0nvivência deve ser praticada com respeito, sobretudo em relação às variadas formas de pensamento, que forma o indivíduo. A família deve rever os seus conceitos em relação à educação, que geralmente confundem com "castração".

sábado, 31 de maio de 2008

PROTESTO!


Eu quero manifestar minha indignação. Somente isso porque não tenho nada a dizer. Manifestar minha indignação contra pessoas que não acrescentam nada a ninguém, nem mesmo a elas. Contra atitudes impensadas, contra ofensas sem propósito. Contra pessoas sem horizontes, sem cultura, sem perspectivas. Contra todas as atitudes que tornam a sociedade atrasada e ignorante.

Contra esse falso sentimento de nobreza, contra essa elite podre e sem moral que arrota elegância mas que por dentro é, na verdade, um monte de estrume. Quero dizer a todas essas pessoas que podem ter o que for, mas sempre serão ridículas, sem cultura, sem dignidade. O dinheiro que vocês têm compra tudo, até mesmo admiração de algumas pessoas, mas não compra caráter.

Quero protestar contra essa falsa religião, contra essa fé comprada e barata que alguns têm, que pensam que por estarem numa igreja no domingo à noite serão salvos do inferno - se ele existe. Protestar contra esse celibato que só dá vergonha à essa classe. Contra essa moral que já venceu há muito tempo, nas fogueiras, nas indulgências, nos interesses sempre subentendidos, seja nas
Cruzadas, seja nas cruzes de madeira que contém a água do Jordão. Dizer que nada adianta fazer, porque todos você velhinhos grisalhos e pedófilos já perderam a máscara da santidade.

E dizer ainda àquele que usa indevidamente o posto de padre, que seus dias como ladrão está acabando, e que realmente, se pudesse, cuspiria na sua cara de porco gordo e fedido. (Alguém saberá de quem estou falando).

Enfim, como não posso nada fazer, pelo menos posso escrever nesse blog empoeirado.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Família: Bom com eles, melhor sem eles.


Quando Jesus estava sendo crucificado, eu estava lá atirando pedras, é claro. Então, ele olhou para mim e disse: "Você me paga!", e estou pagando mesmo. Estou pagando com uma família maravilhosa! Com pessoas que respeitam os outros, que não incomodam de propósito, que são amigas, etc. Pessoas tão especiais que todos os dias, ao acordar, eu me pergunto: "O que foi que eu fiz para merecer"?

Fora atirar pedras em J.C, nada. Devo estar pagando pelos próximos pecados. Acho que deve ser um consórcio: você paga os pelos pecados antes de cometê-los. Enfim, sendo consórcio ou não, o fato é que família, pelo menos a minha, é algo complicadíssimo. Dificílimo de se conviver por muito tempo sem ter vontade de cometer um suicídio. Nesse tipo de relacionamento, a insatisfação é garantida.

Dormir? O que é isso? Desculpem, mas não me recordo desse palavra dormir, é de comer? O meu sono virou algo supérfluo, não há a mínima necessidade de se respeitar o meu sono - já o dos outros não respeita para ver o que acontece. Se todos acordam às seis horas, você também acorda; se um não dormiu bem, por que você tem que dormir? O meu pai ronca no quarto ao lado, minha mãe não consegue dormir, e conseqüentemente todos não dormem. Ao acordar ela faz questão de exprimir a sua raiva por não ter dormido, acordando o resto - no caso eu - pois o sono dela não foi bom! O que o meu sono tem a ver com isso?!

Minha irmã mais velha - que tenho a infelicidade de conviver sob o mesmo teto e dividir o mesmo quarto - é alguém que supera todas as expectativas quando se trata de uma pessoa indesejável. Quando a palavra respeito foi ensinada na escola, ela faltou. Aos nove meses seu cérebro ainda não foi totalmente formado, mas fazer o que, teve que sair. Ela pensa que, só porque ela é uma solteirona, frustrada profissionalmente, todos - eu disse todos - têm que pagar por isso. Esse animalzinho tem muitas peculiaridades que vocês nem imaginam! Quer levar para casa? Estou doando.

Eu disse dormir no parágrafo acima, não? Pois bem, se um dia eu adquirir uma lesão no meu sistema nervoso central, a culpa é da minha irmã. Dormir é algo completamente impossível quando se divide o mesmo quarto com esse bicho. Você dorme de teimosia, porque você acredita que vai conseguir. Deu seis horas da manhã, o animal desperta. Abre a porta do quarto com tanta delicadeza, que só um orangotango conseguiria reproduzir. E parece que, ao abrir os olhos a boca também abre, e durante as 16 horas em que fica acordada, não consegue parar de falar.

A convivência é forçada, você não tem escolha. Ou explode de tanta raiva e corre o risco de fazer papel de idiota, ou agüenta tudo com uma paciência que só os monges franciscanos adquirem - acorda, engole seu mal-humor e tenta pensar que um dia tudo isso acabará, que você sairá de casa e poderá viver em paz. E também você poderá usar tudo isso ao seu favor, acordando P da vida, indo direto para o computador para desabafar a sua raiva escrevendo em seu blog.