terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Universo: A Humanidade em Desespero

Olhamos para os lados e vemos o que o ser humano criou: carros, casas - agora apartamentos, como prateleiras de humanos já que o espaço está escasso - poluição devido a criação dos carros, das casas e dos apartamentos. Enfim, se realmente refletirmos, colocarmos a mão metafísica na consciência, veremos que o ser humano está em desespero.

Desespero com o destino do mundo, que ele está inserido; com sua existência, que mal sabe como e porquê está inserido no mundo, e ainda não encontrou uma resposta que satisfaça suas indagações. Para iludir-se então o ser humano criou mais coisas, mas com o intuito de alienar-se de sua existência, pois já que não pode desvendá-la - e nem consegue conviver com essa impossibilidade - então que ela fique envolta em uma bruma, onde ele não a pode enxergar com freqüência. São os paliativos como moda, televisão, indústria cultural, que desnorteiam a existência, que cegam o sujeito de sua realidade, que maqueiam a realidade com flores, perfumes, palavras de amor, moralismos falidos.

Assim, o desespero toma conta do ser humano, como o mal do derradeiro século.

- Derradeiro? O mundo vai acabar? Em 2012?????? - seria a pergunta imediata que um ser humano faria após ler esta última frase. Se o mundo acabará amanhã, ou depois, ou em 2012, não posso saber, pois também faço parte do clube limitado da humanidade.

Entretanto, refletindo novamente creio que cada um de nós sabe que se há um fim na existência deste mundo, a causa é o próprio ser humano. Sujeito cognoscente, egoísta por natureza e sempre egoísta, que passa por cima de tudo e todos para satisfazer o seu eu, até passa por cima da natureza, dos animais. Acredito que todos nós sabemos que o fim chegará não como castigo dos deuses, ou de Deus, ou de qualquer coisa externa ao próprio sujeito - ser humano.

O fim chegará, pois nós mesmos buscamos por isso, com nossa essência destruidora.


Universo: A Humanidade em Desespero é o tema da exposição que será realizada do dia 1º ao dia 12 de março, na Biblioteca Municipal de Londrina, onde serão expostos dez imagens que dialogarão com essa temática descrita acima. A artista autora de tais imagens - se bem que nem sei se posso realmente utilizar esta alcunha de artista, mas como não sabia definir de outra forma, vai artista mesmo - é Camila Berehulka (que usa o pseudônimo de Brennah Enolah neste blog).

É com prazer que anuncio aqui este pequeno evento, e é com maior prazer ainda que digo aqui que este pequeno evento é aquilo que está colorindo minha vida - literalmente!

Para aqueles que visitam o blog e moram em Londrina, compareçam. Para aqueles que visitam o blog mas que não moram em Londrina, aguardem as imagens digitalizadas...

Abraços!

domingo, 30 de janeiro de 2011

AINDA QUE EU SEJA MORTA, INCONFORMADA SEREI!

Londrina, pequena Londres... que patifaria completa. Preocupados com o visual da cidade, esquecem do que realmente importa.
Postos de saúde lotados de doentes e vazio de médicos. Porquê? 
Deve ser porque o prefeito - que como prefeito é um excelente apresentador de programa de fundo de cadeia - esqueceu desse detalhe. Ainda que ele e sua abastada família não precisem dos serviços da saúde pública, o povo que votou para elegê-lo precisa e muito, mas permanecem doentes nas filas dos postos de saúde que com muita dificuldade tentam atender a todos. 

E assim estamos vivendo. Aquele que pode mais esquece dos que trabalham para ele, dos que votaram nele e dos que pagam impostos - e diga-se de passagem o Brasil é o país com a maior taxa tributária do mundo - e o que mais revolta é que aqueles que pagam os impostos esquecem também que podem reivindicar seus direitos, e vivem com a passividade de monges franciscanos. 

O comodismo como a arma mais usada pelo povo para permanecer vivo e pseudo-feliz. O conformismo como a solução dos problemas... "de nada adianta reclamar, isso não mudará". E assim caminha a humanidade, diante de todas as sua mazelas e insuficiências está o povo com um sorriso banguela em frente a TV, assistindo Big Brother.

Por isso digo - e se pudesse gravaria meu grito e deixaria tocando neste post - que inconformada sempre serei e receito isso a todos, pois somente o conformismo alimenta a negligência no país, na cidade em que mora, no mundo.

domingo, 26 de setembro de 2010

Manifesto Egoísta

Que o resto da humanidade morra, mas que EU continue vivo.
Que o resto da humanidade passe fome, mas que EU consiga me alimentar.
Que o resto da humanidade se entristeça, mas que EU fique alegre.

Dito isto, está escrito o manifesto que visa o bem-estar de somente uma pessoa.

sábado, 4 de setembro de 2010

Hanimais Espalhados Pela Casa e Blues: Péssima Combinação

 Tanânanâ, tchâramraram, tanâ, tanâ (era mais ou menos isso que os orangotangos sabiam fazer, e detalhe, sempre e constantemente em lá maior. Pensem como foi erudito).

 No início tudo correu bem, pessoas conversando, música boa. Logo depois - e não sei quando exatamente - o ambiente foi impregnado com um cheiro de estrume: eram os hanimais que acabavam de chegar. De repente o que era uma sala de estar transformou-se num chiqueiro, e bestas se arrastavam de um lado para o outro, rugiam e se mostravam em pleno estado de hanimalidade.

 E o tanânanâ comia solto no curral - imagine blues feito por bestas, em lá maior? Pois é, foi isso o tempo todo, sem intervalos, o que deixaria Mozart estupefato - e acredito que até Tiririca ficaria estupefato com tamanha estupidez musical. O pior é que todo mundo estava gostando... confuso, não?

 O ápice da escrotice é quando você descobre que sua sala realmente é um chiqueiro, e que você não pode fazer nada, e tudo isso ao incansável som do quinteto Lá maior: tanânanâ, tchâramraram.

 No dia seguinte restam somente três coisas: a ressaca, pois só bebendo para conseguir suportar toda a palhaçada hanimal; a sujeira, pois hanimais que se presam transformam aquilo que antes era um lar em nada menos que um chiqueiro (e não se poupa nem uma privada inocente) e o ódio: ódio por não ter sido sincera e firme o suficiente para tocar o rebanho de bestas descerebradas porta a fora. 

 Da próxima, somente seres humanos e Blues de verdade... estou enjoada de cheiro de estrume.


 *Hanimal, hanimalidade: se chamasse de animal ofenderia os pobres bichinhos que não tem culpa de nada... então, decidi criar um termo que definisse a condição insana e ridícula do ser humano, sem recorrer ao título de animais.


sábado, 28 de agosto de 2010

O Estranho com um cachorro

Já era noite, mas não me lembro exatamente do horário -  a lua já estava plena no céu.

Olho para baixo, um rapaz com um cãozinho branco simpático. Ele olha para mim. Eu desço. E o cheiro é o que interessava aquele estranho, o meu cheiro.

E tão estranho foi o encontro, tão rápido e desajeitado, que conseguiu me retirar de minha morbidez sentimental. Esse estranho conseguiu derreter um pouco o gelo que se formou dentro de mim.

sábado, 31 de julho de 2010

QUEM ME DERA SER UM CACHORRO

Quem me dera ser um peixe... melhor, quem me dera ser um cachorro. Estaria agora deitada à sombra de uma árvore, e quando quisesse sairia correndo, abanando o rabo de felicidade, sem qualquer preocupação humana, vivendo simplesmente.

Uma roda de carro seria uma diversão sem igual - sair correndo e latindo atrás do automóvel, não ligando para essas convenções humanas - pois a felicidade para nós é algo complicado. O ser humano complica a felicidade e não a compreende em sua plenitude.

É uma pena chegar ao fim desse devaneio sabendo que mesmo que quisesse não poderia nunca ser um cachorro, e nunca poder compreender o mundo como esse animal. Acredito que o mundo para um cão é cheio de oportunidades de ser feliz, ou pelo menos de estar satisfeito. O ser humano nunca está satisfeito, e mesmo quando sente uma satisfação, é breve e mal aproveitada.

Quem me dera ser um cão... seria mais feliz.

terça-feira, 27 de julho de 2010

BRASIL: O PAÍS DO FUTEBOL, DA DESIGUALDADE E DA POBREZA!

Um dia desses, assistindo a um telejornal qualquer, vejo uma reportagem que me indignou: Milhares de agricultores do nordeste tiveram perca de 90 % de suas safras devido a seca. O governo possui o Seguro Safra, que visa acudir os agricultores nordestinos nos períodos de seca. Entretanto, neste ano esse seguro não foi pago a estes desafortunados.

E depois desta matéria tão indignante, veio a Copa do Mundo de 2014. Os estádios brasileiros serão REFORMADOS, bem como haverá a CONSTRUÇÃO de novos estádios, com dinheiro dos patrocinadores - também com o dinheiro público, é claro!

Dito isto, formulo a seguinte questão: Porque não pagam o seguro para os agricultores que perderam toda a safra e precisam dele para não passarem mais necessidade? Enquanto a Copa é o assunto do momento, e mais e mais brasileiro IGNORANTES se excitam diante deste ESPETÁCULO DO FUTEBOL, os agricultores do nordeste estão esperando o seguro que não foi pago AINDA.

É meus queridos leitores, o Brasil além de país do futebol é também o país da fome, da seca. É o país da desigualdade. "O Brasil é o país do futebol, da desigualdade e da pobreza!" - bonito, não?