domingo, 30 de janeiro de 2011

AINDA QUE EU SEJA MORTA, INCONFORMADA SEREI!

Londrina, pequena Londres... que patifaria completa. Preocupados com o visual da cidade, esquecem do que realmente importa.
Postos de saúde lotados de doentes e vazio de médicos. Porquê? 
Deve ser porque o prefeito - que como prefeito é um excelente apresentador de programa de fundo de cadeia - esqueceu desse detalhe. Ainda que ele e sua abastada família não precisem dos serviços da saúde pública, o povo que votou para elegê-lo precisa e muito, mas permanecem doentes nas filas dos postos de saúde que com muita dificuldade tentam atender a todos. 

E assim estamos vivendo. Aquele que pode mais esquece dos que trabalham para ele, dos que votaram nele e dos que pagam impostos - e diga-se de passagem o Brasil é o país com a maior taxa tributária do mundo - e o que mais revolta é que aqueles que pagam os impostos esquecem também que podem reivindicar seus direitos, e vivem com a passividade de monges franciscanos. 

O comodismo como a arma mais usada pelo povo para permanecer vivo e pseudo-feliz. O conformismo como a solução dos problemas... "de nada adianta reclamar, isso não mudará". E assim caminha a humanidade, diante de todas as sua mazelas e insuficiências está o povo com um sorriso banguela em frente a TV, assistindo Big Brother.

Por isso digo - e se pudesse gravaria meu grito e deixaria tocando neste post - que inconformada sempre serei e receito isso a todos, pois somente o conformismo alimenta a negligência no país, na cidade em que mora, no mundo.

domingo, 26 de setembro de 2010

Manifesto Egoísta

Que o resto da humanidade morra, mas que EU continue vivo.
Que o resto da humanidade passe fome, mas que EU consiga me alimentar.
Que o resto da humanidade se entristeça, mas que EU fique alegre.

Dito isto, está escrito o manifesto que visa o bem-estar de somente uma pessoa.

sábado, 4 de setembro de 2010

Hanimais Espalhados Pela Casa e Blues: Péssima Combinação

 Tanânanâ, tchâramraram, tanâ, tanâ (era mais ou menos isso que os orangotangos sabiam fazer, e detalhe, sempre e constantemente em lá maior. Pensem como foi erudito).

 No início tudo correu bem, pessoas conversando, música boa. Logo depois - e não sei quando exatamente - o ambiente foi impregnado com um cheiro de estrume: eram os hanimais que acabavam de chegar. De repente o que era uma sala de estar transformou-se num chiqueiro, e bestas se arrastavam de um lado para o outro, rugiam e se mostravam em pleno estado de hanimalidade.

 E o tanânanâ comia solto no curral - imagine blues feito por bestas, em lá maior? Pois é, foi isso o tempo todo, sem intervalos, o que deixaria Mozart estupefato - e acredito que até Tiririca ficaria estupefato com tamanha estupidez musical. O pior é que todo mundo estava gostando... confuso, não?

 O ápice da escrotice é quando você descobre que sua sala realmente é um chiqueiro, e que você não pode fazer nada, e tudo isso ao incansável som do quinteto Lá maior: tanânanâ, tchâramraram.

 No dia seguinte restam somente três coisas: a ressaca, pois só bebendo para conseguir suportar toda a palhaçada hanimal; a sujeira, pois hanimais que se presam transformam aquilo que antes era um lar em nada menos que um chiqueiro (e não se poupa nem uma privada inocente) e o ódio: ódio por não ter sido sincera e firme o suficiente para tocar o rebanho de bestas descerebradas porta a fora. 

 Da próxima, somente seres humanos e Blues de verdade... estou enjoada de cheiro de estrume.


 *Hanimal, hanimalidade: se chamasse de animal ofenderia os pobres bichinhos que não tem culpa de nada... então, decidi criar um termo que definisse a condição insana e ridícula do ser humano, sem recorrer ao título de animais.


sábado, 28 de agosto de 2010

O Estranho com um cachorro

Já era noite, mas não me lembro exatamente do horário -  a lua já estava plena no céu.

Olho para baixo, um rapaz com um cãozinho branco simpático. Ele olha para mim. Eu desço. E o cheiro é o que interessava aquele estranho, o meu cheiro.

E tão estranho foi o encontro, tão rápido e desajeitado, que conseguiu me retirar de minha morbidez sentimental. Esse estranho conseguiu derreter um pouco o gelo que se formou dentro de mim.

sábado, 31 de julho de 2010

QUEM ME DERA SER UM CACHORRO

Quem me dera ser um peixe... melhor, quem me dera ser um cachorro. Estaria agora deitada à sombra de uma árvore, e quando quisesse sairia correndo, abanando o rabo de felicidade, sem qualquer preocupação humana, vivendo simplesmente.

Uma roda de carro seria uma diversão sem igual - sair correndo e latindo atrás do automóvel, não ligando para essas convenções humanas - pois a felicidade para nós é algo complicado. O ser humano complica a felicidade e não a compreende em sua plenitude.

É uma pena chegar ao fim desse devaneio sabendo que mesmo que quisesse não poderia nunca ser um cachorro, e nunca poder compreender o mundo como esse animal. Acredito que o mundo para um cão é cheio de oportunidades de ser feliz, ou pelo menos de estar satisfeito. O ser humano nunca está satisfeito, e mesmo quando sente uma satisfação, é breve e mal aproveitada.

Quem me dera ser um cão... seria mais feliz.

terça-feira, 27 de julho de 2010

BRASIL: O PAÍS DO FUTEBOL, DA DESIGUALDADE E DA POBREZA!

Um dia desses, assistindo a um telejornal qualquer, vejo uma reportagem que me indignou: Milhares de agricultores do nordeste tiveram perca de 90 % de suas safras devido a seca. O governo possui o Seguro Safra, que visa acudir os agricultores nordestinos nos períodos de seca. Entretanto, neste ano esse seguro não foi pago a estes desafortunados.

E depois desta matéria tão indignante, veio a Copa do Mundo de 2014. Os estádios brasileiros serão REFORMADOS, bem como haverá a CONSTRUÇÃO de novos estádios, com dinheiro dos patrocinadores - também com o dinheiro público, é claro!

Dito isto, formulo a seguinte questão: Porque não pagam o seguro para os agricultores que perderam toda a safra e precisam dele para não passarem mais necessidade? Enquanto a Copa é o assunto do momento, e mais e mais brasileiro IGNORANTES se excitam diante deste ESPETÁCULO DO FUTEBOL, os agricultores do nordeste estão esperando o seguro que não foi pago AINDA.

É meus queridos leitores, o Brasil além de país do futebol é também o país da fome, da seca. É o país da desigualdade. "O Brasil é o país do futebol, da desigualdade e da pobreza!" - bonito, não?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

PALAVRAS DE INCENTIVO A MIM MESMA E UMA CRÍTICA AOS PROFISSIONAIS IRRESPONSÁVEIS

Se seu curso é constituído de profissionais ignorantes e neuróticos, que usam critérios estranhíssimos de avaliação e não dão orientação alguma a você acadêmico, não se desespere!

Caso você acredite, pode rezar para Deus lançar um cometa em cima do departamento do seu curso, num horário bem movimentado, e pedir que as almas desses infelizes vão direto para o inferno, sem escalas no purgatório.

Agora se você é ateu e não acredita nesses dogmas acima, aguente firme; os anos passam, e um dia você poderá fazer diferente deles: Ser um profissional de verdade, competente e que não prejudica seus alunos por amor-próprio.

E não use a lei que todos os que trabalham no funcionalismo público usam: A LEI DO MENOR ESFORÇO.