terça-feira, 27 de julho de 2010

BRASIL: O PAÍS DO FUTEBOL, DA DESIGUALDADE E DA POBREZA!

Um dia desses, assistindo a um telejornal qualquer, vejo uma reportagem que me indignou: Milhares de agricultores do nordeste tiveram perca de 90 % de suas safras devido a seca. O governo possui o Seguro Safra, que visa acudir os agricultores nordestinos nos períodos de seca. Entretanto, neste ano esse seguro não foi pago a estes desafortunados.

E depois desta matéria tão indignante, veio a Copa do Mundo de 2014. Os estádios brasileiros serão REFORMADOS, bem como haverá a CONSTRUÇÃO de novos estádios, com dinheiro dos patrocinadores - também com o dinheiro público, é claro!

Dito isto, formulo a seguinte questão: Porque não pagam o seguro para os agricultores que perderam toda a safra e precisam dele para não passarem mais necessidade? Enquanto a Copa é o assunto do momento, e mais e mais brasileiro IGNORANTES se excitam diante deste ESPETÁCULO DO FUTEBOL, os agricultores do nordeste estão esperando o seguro que não foi pago AINDA.

É meus queridos leitores, o Brasil além de país do futebol é também o país da fome, da seca. É o país da desigualdade. "O Brasil é o país do futebol, da desigualdade e da pobreza!" - bonito, não?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

PALAVRAS DE INCENTIVO A MIM MESMA E UMA CRÍTICA AOS PROFISSIONAIS IRRESPONSÁVEIS

Se seu curso é constituído de profissionais ignorantes e neuróticos, que usam critérios estranhíssimos de avaliação e não dão orientação alguma a você acadêmico, não se desespere!

Caso você acredite, pode rezar para Deus lançar um cometa em cima do departamento do seu curso, num horário bem movimentado, e pedir que as almas desses infelizes vão direto para o inferno, sem escalas no purgatório.

Agora se você é ateu e não acredita nesses dogmas acima, aguente firme; os anos passam, e um dia você poderá fazer diferente deles: Ser um profissional de verdade, competente e que não prejudica seus alunos por amor-próprio.

E não use a lei que todos os que trabalham no funcionalismo público usam: A LEI DO MENOR ESFORÇO.

sábado, 10 de julho de 2010

O ser humano e sua luta para atingir o bem

 É possível somente pensar o bem justamente porque ele é algo do qual o ser humano não tem conhecimento. Ele não pode produzir uma representação daquilo que é pensado ser o bem; não encontra em seu mundo e até mesmo em sua própria constituição subjetiva, nada que possa produzir algo bom sem limitações, ou seja, sem nada que possa restringir o seu valor.

 Até sua própria condição humana, de animal racional que possui vontade e delibera de acordo com as determinações dessa vontade, reduz a possibilidade deste bem tornar-se um fato em seu mundo por meio de suas ações. Ademais, o bem é tão inatingível para o ser humano, que muito se escreve sobre o que é esse bem - e alguns dos seres humanos que investiga esse conceito etéreo, chega a fundamenta-lo de forma esplêndida, tamanha é a sede de atingi-lo.

 Porque o ser humano não discute acerca do mal? Porque não poderia existir um conceito como o mal supremo, e dele ser escritos compêndios, tratados, a fim de fundamentar sua existência e valor na natureza humana?

 Não seria nada produtivo a qualquer teoria filósofica adotar o mal supremo como conceito de interesse abstrato, porque este sim o ser humano tem conhecimento e pode produzi-lo. O que é mal, ou que é de alguma forma prejudicial e causa de horror é facilmente reproduzido no mundo por meio da ação humana. Os registros da história contém inúmeras reproduções do mal, e a criatividade humana neste quesito se mostra surpreendente - basta que se pesquisem as torturas da Inquisição.

 Pensar sobre o bem é completamente possível, pois é um meio de consolidar a representação deste conceito abstratamente, e por isso se encontram conceitos plausíveis de bem, construídos com destreza argumentativa típica de ser humano que pensa, e que pode construir pensando aquilo que não possui concretamente.

domingo, 4 de julho de 2010

Aquilo que perdi...

 Sou uma pessoa que, seja por constituição de personalidade ou por ironia do destino, possui uma grande facilidade em perder quaisquer objetos, de todos os tamanhos e formas. Isso para mim não é causa de preocupações, uma vez que não sou ligada a bens materiais - e a maioria deles logo adquiri novamente. Entretanto, existe algo que perdi há algum tempo, e que não sei o que é. A única coisa que levo desta perda é o vazio que ela proporciona, e que durante algum tempo tentei preenche-lo, em vão. Todos os dias acordo com a mesma sensação, de uma perda que não foi reparada, de algo que perdi e que ando procurando incessantemente, sem êxito na busca.

 Se era um livro, uma roupa? Não, isso não era... Se isso fosse, estaria mais feliz em saber que é de fácil empreita encontrar tais itens, a fim de preencher a perda deles. Infelizmente não é objeto simples de encontrar em lojas - aliás, se quer sei se isso o dinheiro poderá comprar. Ademais, as coisas a que ele pode alcançar são demasiado fúteis no mais das vezes... e isso garanto, não pode nem ser comprado, e muito menos é algo fútil.

 - Mas se o vil metal não pode, por seus meios, comprar aquilo que perdeu então o que será essa perda? De que perda falas, ó mulher infiel? - poderia um leitor hipotético, dirigir-se a mim desta forma, com impaciência de quem pensa ser isso frivolidades de mulher. Novamente é infeliz a idéia de não poder sanar a tua dúvida, leitor hipotético, mas fique mais feliz por não estar na pele daquele que não sabe onde, e se quer sabe se poderá algum dia encontrar aquilo que perdeu - e do vazio não poder saber a causa.

domingo, 27 de junho de 2010

Para a eliminação dos vermes

 Quero a eliminação de todos os vermes cerebrais, que habitam certas mentes e as corrompem com suas idéias vãs e sem propósito, com seu falso moralismo e preconceitos ridículos. Quero a eliminação dos vermes, que habitam os corações e os corrompem com seus sentimentos baixos e medíocres.

 Que vermes seriam esses? - tu poderias me perguntar isso, leitor amigo. Eu posso responder, entretanto estes vermes não possuem nomes específicos, não estão situados em lugar preciso e nem necessitam de morada fixa. Sua gênese não está na natureza, muito menos em qualquer animal dela.

 Mas então que vermes são esses? Eles existem?

 Calma leitor, ainda que minhas respostas não satisfaçam as suas perguntas, esta questão não precisa de esforço para ser resolvida. Quer saber quem são os vermes de que falo, onde eles habitam e de onde nascem? Pois sugiro que um dia saia de casa, vá para as ruas caminhar e olhe ao seu redor: O que você vê?

Estes sãos os vermes.

domingo, 13 de junho de 2010

Deus Part. II

Eu sabia que essa historia de mexer com Deus seria complicado... Mas não me renuncio às minhas críticas ao “cara lá de cima”, e dessa forma procedo com o assunto do meu último post, onde discutirei algumas dificuldades expostas em comentário por Jasi (gostaria de saber o que é iasium).

Gostaria antes, de colocar que não sou, de forma alguma, uma pessoa cientificista. Não, muito pelo contrário. A minha única crítica é acerca da submissão de uma grande maioria à religião. Não que queira queimar todas as bíblias e sair chicoteando uma réplica de J.C na avenida principal de minha cidade – seria morta com certeza se fizesse isso – mas que infelizmente não concordo com essa visão mitológica da existência, que se justifica por Deus somente. Tenho de concordar com Jasi quando coloca que para aqueles menos esclarecidos, a religião é o que os norteia em suas vidas e dá sentido à elas, porém chamo isso de alienação pura.

Em minha humilde opinião, Deus não justifica nada, uma vez que se quer ele mesmo pode se justificar. Se a ciência é um dogma, não concordo com isso. Estamos no ápice da evolução cientifica, justamente para não mais nos apoiarmos em dogmas; a própria definição de ciência não cabe a palavra dogma. Se confio cegamente na ciência a ponto de transformá-la em dogma? Não, mas não me submeto a crer que Deus criou o mundo todo, por simples vontade dele. Religião é uma coisa, e aquilo que realmente ocorreu, é outra.

Tudo bem que nunca saberemos como o universo realmente nasceu. Mas para mim mais plausível é optar pela explicação cientifica do que a mitológica. Esse comodismo que a fé prega é o que mata os neurônios da humanidade, e é o que garante a alienação dessa maioria por muito tempo.

Karl Popper mesmo disse que o fato de uma teoria ser passível de ser refutada é o que a torna válida. Desta forma, a ciência é como o devir, que sempre flui, muda e se transforma com uma nova teoria, o que está de acordo com o caráter evolutivo de nossa espécie. O que não está de acordo é a visão estática da existência, onde sempre acreditaremos que Deus criou o mundo em sete dias, e Eva saiu da costela de Adão, e este ...



(Ah, e outra coisa: quem é o indivíduo que sempre está comentando e logo excluindo os seus comentários? Por favor, deixe-os!).

domingo, 6 de junho de 2010

Porque as pessoas acreditam em Deus?

"Deus criou o mundo em sete dias; o homem foi criado por Deus, e nasceu Adão, que é imagem e semelhança Dele; já a Eva nasceu das costelas de Adão"... E assim se explica tudo.

Porque será que as pessoas, a maioria delas pelo menos, acredita nesta história da carochinha?

A mitologia ainda ocupa um lugar fixo na mente dos menos esclarecidos, ou daqueles cujo raciocínio não alcançou autonomia suficiente para entender que Deus é uma invenção exclusivamente humana, que saiu da cabeça do homem, fruto de pura fantasia e imaginação. Posso afirmar isso, e sem pretensão alguma, pois o ser humano, ao se dar conta de sua existência e da existência do mundo todo, não encontrou respostas para justificar toda a existência - tanto de si quanto do mundo - uma vez que estas respostas não estavam ao seu alcance. A mitologia grega, por exemplo, é uma forma de dar uma explicação para os fenômenos naturais, bem como para o destino dos homens. Assim também é a idéia de Deus, um ser perfeito que tudo pode fazer, e tanto tudo pode fazer que fez o mundo, os animais e os seres humanos, por simples vontade dele. Ok, mas quando isso? De uma hora para outra?

Ainda que esse paradigma criacionista tenha vigorado com soberania por tantos anos, temos hoje por meio da ciência, algumas respostas que são satisfatórias. O Big-Bang é uma explosão, que mesmo que todos discordem e achem isso estapafúrdio, é mais aceitável do que "Deus criou o mundo em setes dias".

Caro leitor, sei que você pode achar esse post um tanto pretencioso, e até sentir sua religiosidade ofendida. Peço desculpas caso isso tenha ocorrido. Fique então com o seu Deus, e eu fico com Darwin.