terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Escrava

Encontro-me numa total solidão sendo acompanhada pelo medo.

A escuridão de minha alma invade toda minha existência

Fazendo de mim um objeto...

...Objeto de minha própria alma.

O pânico toma conta pouco a pouco do meu eu,

Que se fecha lentamente em seu casulo,

Tentativa infeliz de se sentir ao menos seguro nessa selva,

Onde o medo me domina, escraviza-me com tanta constância...

...Castiga-me lentamente, com sua força que é sutil,

Ao mesmo tempo dura, que seduz meu eu agora frágil de tanto lutar.

As lágrimas não domino mais. Se quer domino a mim mesma...

... Sou agora uma piada de minha própria existência

Que não cansa de me dominar a ponto de não saber mais,

Se ela pertence a mim, ou sou eu que a pertenço.

Meu desejo agora é um quarto escuro,

Onde possa encolher meu corpo fetalmente

E imergir num sono profundo, onde sonhos bons possam vir,

O medo não exista e desse sonho nunca mais possa acordar.

Imerso na selva de meus sentimentos, meu eu não luta mais.

Não tenho mais vontade, se quer comando minha consciência.

Agora sou inteiramente dominada por um estranho,

Alguém que eu mesma criei.

Que me apunhalou, fazendo-me escrava de mim mesma.

†Brennah Enolah†

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A pseudo- existência, as máscaras que usamos em prol da sobrevivência.

Que sociedade é essa em que vivemos, que somos sempre pegos mentindo para nós mesmos. Veja bem, a internet é o meio pelo qual o homem cria um próprio personagem, pode imaginar-se do jeito que bem entende. Como dizia uma bela frase que li a uns dias atrás: " Dê uma máscara ao homem e ele dirá toda a verdade", é isso que ocorre com o ser humano. Ele precisa de máscaras, de uma pseudo-existência para poder admitir o que realmente é ou o que gostaria de ser...

...então, ele tira sua máscara, sai do seu mundo virtual e vive sua vida frustrada e cheia de mentiras para poder ser aceito pela sociedade. É vantajoso mentir para sobreviver e renegar essa existência à mentira? Será melhor mentir para ser aceito do que ser rejeitado e viver plenamente? Até onde vai a noção de existência das pessoas? Para umas existir é somente pensar, para outras de nada adianta pensar se não consegue ser...

...sem querer somos todos lobotomizados pelos sistema, que nos impõe gostos, opiniões, que nos impõe a vida.

A democracia que todos nós conhecemos é sempre defendida pelos meios de comunicação como sendo a liberdade de escolha, mas onde anda essa liberdade? Não é uma liberdade total de escolha, uma verdadeira liberdade se somos todos castigados com os olhares incisivos de uma sociedade hipócrita. Por que então não nos rendemos a uma política castradora, totalizadora e nos uniformizamos?

Pergunto porque não sei e nunca saberei a resposta pelo fato de ter já sofrido a discriminação por parte de pessoas corruptas e amorais, que contradizem a si mesmas e ao princípio pelo que trabalham. Assim sendo, não consigo crer que o homem tenha bom senso, ou pelo menos caráter.

sábado, 5 de janeiro de 2008

My little world...



Come to me, into my little world.

I´ll try to make you happy,
And I´ll love you forever...

... because I'm alone in this world,

of hate, and sadness.

This world if I create,

to myself...
†Brennah Enolah†

† Misericórdia Tardia †

No calvário das emoções
Canta o coração. O desespero
Esmagando a esperança.
Como uma pomba entregue
Ao destino, caída no chão,
Sem ar, sem vida, Não há mais razão.
À companhia da sorte
Não resiste mais. Fechando
Os olhos, perdendo o ar,
A vida lhe escapa pelas mãos.

De repente, uma luz forte
Brilhando em sua direção.
Uma voz clamando ao seu favor.
Será finalmente sua salvação?
Alguém que compadecido do ser
Padecendo de dor,
Poderá salvar sua existência.
Recobrando as forças.
Da alma quase finada
Tirando ânimo, a esperança
Ressucitando. Ao olhar
Para cima vê a salvação,
Sorrindo, estendendo a mão.
Face a face com a misericórdia
Que infelizmente chegou tarde.
Chegou tarde, em vão.

†Brennah Enolah†


terça-feira, 27 de novembro de 2007

"A Vingança é um Prato que se Come frio, bem frio"...

Pois bem, senhores e senhoras, não subestimem os que não se encaixam nos padrões da 'vossa' sociedade. Não subestimem ninguém, só pelo fato de não corresponderem ao modelo de bom cidadão, ainda que o façam melhor que os cidadãos padronizados...


Porquê existe ainda, em nossos tempos, um preconceito tão duro e mesquinho contra os que saem da lobotomia desse sistema? Porquê será que a maioria ainda não se acostumou com o novo, o diferente? Será tão difícil entender, que em um milhão de pessoas, não exista uma que não se destaque dentre as outras?

Porquê são todos tão mesquinhos?

...

Na verdade senhores, tenho pena de vocês...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

† In My Darkness †

Alone in this garden of pain,
Crying and thinking,
If I die or resist to live... alone.

My eyes burning, like a hell.
My head is confused, nothing to do.
I want to be free to live,
In my world...

Nobody understands my reasons,
And nobody knows my opinions.
Me and my world,
Alone in my darkness.

The state of my soul,
The state of my life.
Nothing to do to change my destiny...
... Destiny of a lonely heart.

†Brennah Enolah†

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Sonhos


Caminhando entre meus sonhos,
Peço que se realizem.
Não quero mais viver assim,
Correndo atrás das realizações
E elas correndo de mim.

As brumas cobrem meus olhos
- Brumas do devaneio -
A névoa embaralha minha mente,
E sem idéias começo a dançar
A música da ilusão.

Pés desclaços, em meios às nuvens,
Sonhos voam ao meu redor,
A fumaça embriagadora
Das ilusões me entorpece.
Faz-me divagar pelos meus pensamentos.

De repente sopra o vento
- O vento da realidade -
Trazendo-me de volta.
Os sonhos deixo para trás,
Abro os olhos para a verdade.
Brennah Enolah.